Governança corporativa e as novas tecnologias: mais controle ou mais riscos? Confira neste artigo

Thomas Hay
Governança corporativa e as novas tecnologias levantam um debate essencial sobre controle, riscos e tomada de decisão estratégica no ambiente empresarial, como analisa Andre de Barros Faria.

Governança corporativa ganhou novas camadas de complexidade com a adoção acelerada de tecnologias digitais nas empresas. Segundo Andre Faria, CEO da Vert Analytics e especialista em tecnologia, o uso estratégico dessas ferramentas pode ampliar o controle, mas também exige maturidade na gestão para evitar riscos desnecessários. Plataformas de monitoramento, sistemas de compliance automatizados e soluções de cibersegurança já fazem parte da rotina corporativa, redefinindo a forma como decisões são acompanhadas e auditadas.

Ou seja, nesse cenário, a governança corporativa deixa de ser apenas um conjunto de regras formais e passa a integrar processos digitais, dados em tempo real e análises preditivas. O que cria oportunidades relevantes de transparência e eficiência, mas também impõe novos desafios relacionados à cultura organizacional, à segurança da informação e à capacidade de adaptação dos gestores. Pensando nisso, a seguir, veremos como equilibrar controle e risco nesse novo contexto.

Como a governança corporativa se transforma com as novas tecnologias?

A incorporação de novas tecnologias tem alterado profundamente a governança corporativa, principalmente no que diz respeito ao acompanhamento de processos e à rastreabilidade das decisões. Uma vez que sistemas integrados permitem que conselhos e diretorias tenham acesso rápido a indicadores financeiros, operacionais e de conformidade, reduzindo assimetrias de informação e fortalecendo a tomada de decisão.

Assim sendo, quando bem implementadas, essas soluções ampliam a capacidade de supervisão e reduzem falhas humanas comuns em processos manuais. A governança corporativa passa a operar com base em dados confiáveis, o que favorece a prestação de contas e o alinhamento entre estratégia, execução e controle interno.

No entanto, de acordo com Andre de Barros Faria, essa transformação também exige revisão de políticas internas, definição clara de responsabilidades e capacitação contínua. Sem esses cuidados, a tecnologia pode gerar excesso de informação, decisões apressadas ou dependência excessiva de sistemas, comprometendo os princípios da boa governança corporativa.

A governança corporativa digital aumenta o controle ou cria novos riscos?

Uma das principais discussões atuais envolve o equilíbrio entre controle e risco dentro da governança corporativa digital. Ferramentas de automação e monitoramento ampliam a visibilidade sobre operações e condutas, mas também expõem a empresa a ameaças cibernéticas e falhas sistêmicas.

Conforme destaca o CEO da Vert Analytics, Andre Faria, o risco não está na tecnologia em si, mas na forma como ela é gerida. Portanto, a ausência de políticas claras de acesso, uso e proteção de dados pode transformar sistemas de controle em pontos vulneráveis, afetando a reputação e a sustentabilidade do negócio.

Por isso, a governança corporativa precisa incorporar uma visão integrada de risco, envolvendo áreas como tecnologia, jurídico, compliance e alta gestão, como pontua Andre de Barros Faria, especialista em tecnologia. No final, esse alinhamento permite antecipar problemas, responder rapidamente a incidentes e manter a confiança de investidores, parceiros e clientes.

Monitoramento e compliance como pilares da governança corporativa moderna

O avanço das tecnologias também fortaleceu práticas de monitoramento contínuo e compliance automatizado. Essas soluções ajudam a identificar desvios, fraudes e não conformidades de forma mais ágil, contribuindo para uma governança corporativa mais preventiva e menos reativa. A seguir, destacaremos os principais benefícios desse modelo:

  • Acompanhamento em tempo real: dashboards e alertas permitem identificar irregularidades rapidamente, reduzindo impactos operacionais e financeiros.
  • Padronização de processos: sistemas de compliance automatizam rotinas, garantindo que normas internas e externas sejam seguidas de forma consistente.
  • Transparência e rastreabilidade: registros digitais facilitam auditorias e aumentam a confiabilidade das informações apresentadas à governança.
  • Redução de custos operacionais: a automação diminui retrabalho e falhas manuais, tornando os controles mais eficientes.
Entre inovação e segurança, a governança corporativa enfrenta novos desafios com o avanço tecnológico, exigindo equilíbrio e visão crítica, tema explorado por Andre de Barros Faria.
Entre inovação e segurança, a governança corporativa enfrenta novos desafios com o avanço tecnológico, exigindo equilíbrio e visão crítica, tema explorado por Andre de Barros Faria.

Após a implementação dessas práticas, a governança corporativa tende a ganhar robustez. Porém, ainda assim, é fundamental revisar periodicamente os sistemas e alinhar a tecnologia, pessoas e processos para evitar uma falsa sensação de segurança, de acordo com Andre Faria.

Cibersegurança e desafios de gestão na governança corporativa

Por fim, a cibersegurança se tornou um tema central na governança corporativa, especialmente diante do aumento de ataques digitais e vazamentos de dados. A proteção da informação passou a ser responsabilidade direta da alta administração, e não apenas da área técnica.

Assim sendo, empresas que tratam a cibersegurança como parte da governança corporativa conseguem responder melhor a incidentes e reduzir impactos estratégicos. Isso envolve investimentos em tecnologia, treinamento de equipes e definição clara de protocolos de resposta.

Além disso, segundo o CEO da Vert Analytics, Andre de Barros Faria, a gestão enfrenta o desafio de equilibrar inovação e segurança. Dessa maneira, a adoção de novas soluções deve ser acompanhada de análises de risco, testes e governança adequada, garantindo que o avanço tecnológico esteja alinhado aos objetivos do negócio e às exigências regulatórias.

A governança corporativa no equilíbrio entre inovação e responsabilidade

Em conclusão, a governança corporativa moderna precisa lidar com um ambiente cada vez mais digital, dinâmico e interconectado. Assim sendo, o sucesso está em usar a tecnologia como aliada, sem abrir mão de princípios como transparência, responsabilidade e ética. Ou seja, mais do que escolher ferramentas, a governança corporativa eficaz depende de decisões conscientes, cultura organizacional sólida e integração entre áreas. No final, quando esses elementos caminham juntos, a tecnologia deixa de ser um risco e passa a ser um instrumento de fortalecimento da gestão e da confiança institucional.

Autor: Thomas Hay

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