De acordo com Elias Assum Sabbag Junior, empresário do setor plástico, a engenharia de testes aplicada à validação de embalagens plásticas industriais constitui etapa essencial para assegurar desempenho, segurança e confiabilidade ao longo da cadeia produtiva. A validação técnica deixou de ser uma fase final do processo e passou a integrar o desenvolvimento desde as etapas iniciais do projeto. Testes estruturados permitem identificar limitações de material, falhas de concepção e inconsistências produtivas antes da aplicação em escala industrial.
Nesse contexto, a engenharia de testes assume papel estratégico dentro do sistema de qualidade, fornecendo evidências técnicas que sustentam decisões de projeto. Em mercados cada vez mais regulados e cadeias logísticas complexas, a validação não pode se apoiar apenas em especificações teóricas. Ensaios laboratoriais e simulações práticas tornam-se fundamentais para comprovar o desempenho real da embalagem.
Função da engenharia de testes no desenvolvimento de embalagens
Segundo Elias Assum Sabbag Junior, a engenharia de testes atua como elo entre o projeto teórico e o comportamento prático da embalagem. Inicialmente, os ensaios verificam se as propriedades previstas na fase de desenvolvimento correspondem ao desempenho observado em condições reais.

Ensaios estruturais simulam situações operacionais e logísticas, permitindo avaliar a embalagem sob esforços semelhantes aos enfrentados durante transporte e armazenamento. Dessa forma, a validação deixa de ser conceitual e passa a refletir cenários concretos. Esse processo possibilita ajustes técnicos antes da produção em larga escala, promovendo evolução segura e fundamentada do projeto.
Ensaios mecânicos e avaliação estrutural
Os ensaios mecânicos constituem núcleo central da validação técnica. Testes de compressão, impacto, resistência à tração e deformação avaliam a capacidade estrutural do material sob diferentes condições de carga. Elias Assum Sabbag Junior ressalta que cada aplicação demanda critérios específicos de desempenho. Embalagens destinadas a cargas pesadas ou empilhamento prolongado exigem parâmetros distintos daquelas voltadas a produtos leves, ou sensíveis.
A validação técnica ultrapassa o ambiente laboratorial. Simulações logísticas reproduzem cenários de transporte, empilhamento, vibração e manuseio. Testes de campo complementam essa análise ao expor a embalagem a condições reais de operação. Essa abordagem amplia a confiabilidade dos resultados, pois considera variáveis que nem sempre são plenamente replicáveis em laboratório. Ao integrar simulação e aplicação prática, a engenharia de testes aproxima teoria e realidade operacional, reduzindo riscos antes da implementação industrial.
Controle de variabilidade e repetibilidade de resultados
A engenharia de testes também desempenha papel relevante no controle de variabilidade entre lotes produtivos. Testes repetitivos verificam se a embalagem mantém desempenho consistente ao longo do tempo. A análise estatística dos resultados permite identificar dispersões, desvios e tendências de instabilidade no processo.
Com base nesses dados, ajustes podem ser realizados para estabilizar parâmetros produtivos e reforçar o controle de qualidade. Elias Assum Sabbag Junior frisa que a repetibilidade dos resultados torna-se, assim, indicador de maturidade técnica e confiabilidade industrial.
Integração entre testes, projeto e qualidade industrial
A eficácia da engenharia de testes aumenta quando integrada ao desenvolvimento de produto e ao sistema de gestão da qualidade. Resultados obtidos nos ensaios orientam ajustes de projeto, seleção de materiais e aprimoramento de processos produtivos. A documentação técnica dos testes também sustenta processos de homologação, auditorias e comprovação regulatória, fortalecendo a governança industrial.
Em suma, Elias Assum Sabbag Junior enfatiza que a engenharia de testes aplicada à validação de embalagens plásticas industriais assegura desempenho, segurança e previsibilidade ao longo da cadeia produtiva. Ao integrar ensaios mecânicos, simulações logísticas e controle estatístico, a indústria reduz riscos, otimiza recursos e consolida a confiabilidade técnica de seus projetos.
Autor: Thomas Hay