Engenharia de pavimentos em corredores de alto tráfego e critérios técnicos analisados por Elmar Juan Passos Varjão Bomfim

Thomas Hay
Engenharia de pavimentos em corredores de alto tráfego e critérios técnicos analisados por Elmar Juan Passos Varjão Bomfim voltados à resistência e desempenho. Conteúdo de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim.

Elmar Juan Passos Varjão Bomfim analisa que pavimentos em corredores de alto tráfego falham mais por decisões acumuladas do que por um único erro evidente. A via pode até parecer “aceitável” nas primeiras semanas, contudo cargas repetidas, frenagens, arrancadas e variações térmicas expõem rapidamente fragilidades de projeto, de materiais e de execução, com trincas, trilhas de roda e perda de conforto.

Ainda assim, o desafio é maior quando o corredor não pode parar. Interdições longas pressionam mobilidade e logística, por conseguinte a engenharia precisa equilibrar desempenho estrutural, segurança e estratégia de manutenção, com escolhas coerentes com o ciclo de vida do ativo e com a realidade operacional do trecho.

Tráfego real e leitura do comportamento do corredor

Na avaliação de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, dimensionar pavimento em alto tráfego exige caracterizar o tráfego de forma concreta, indo além de médias genéricas. Volume diário, composição da frota, cargas por eixo, distribuição por faixas e pontos de frenagem definem o nível de solicitação, logo segmentos com ônibus e caminhões canalizados pedem solução diferente de trechos com fluxo mais homogêneo.

Por outro lado, o diagnóstico do pavimento existente precisa apontar causa, não apenas sintoma. Mapeamento de defeitos, irregularidade, afundamentos localizados e recalques permite diferenciar fadiga estrutural, instabilidade do subleito e efeitos de drenagem deficiente. Dessa forma, a intervenção evita recapeamentos sucessivos que “maquiam” o problema e antecipam a próxima obra.

Estrutura do pavimento, materiais e controle de desempenho

Conforme analisado por Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, desempenho depende da coerência entre subleito, base, camada intermediária e revestimento. Resistência à deformação permanente, comportamento à fadiga e aderência entre camadas precisam estar alinhados ao esforço previsto, ainda assim sem superdimensionar por impulso, porque custo inicial não garante durabilidade se o sistema estiver mal compatibilizado.

Além disso, escolha de ligante, granulometria, teor de vazios e compactação definem a suscetibilidade a trilhas de roda e trincamento precoce. A partir disso, critérios de aceitação devem ser objetivos, com verificação de temperatura de aplicação, densidade e regularidade, para reduzir variação de qualidade. Desse modo, o pavimento tende a responder melhor ao tráfego pesado e a manter conforto por mais tempo.

Na engenharia de pavimentos em corredores de alto tráfego e critérios técnicos analisados por Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o foco está na durabilidade estrutural. Produção de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim.
Na engenharia de pavimentos em corredores de alto tráfego e critérios técnicos analisados por Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o foco está na durabilidade estrutural. Produção de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim.

Drenagem e clima como aceleradores de deterioração

Como observa Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, água é um dos principais aceleradores de deterioração, pois reduz capacidade de suporte e amplia danos por bombeamento de finos. Infiltração por bordos, trincas e juntas, somada a caimentos inadequados e dispositivos de coleta subdimensionados, cria um ambiente propício a panelas e desagregação. Nesse sentido, drenagem superficial e, quando necessário, soluções internas precisam integrar o pacote do pavimento.

Em contrapartida, o clima impõe ciclos térmicos que afetam ligantes e materiais granulares, sobretudo onde há chuvas concentradas e variações de temperatura. Por conseguinte, envelhecimento do ligante, suscetibilidade à umidade e estabilidade volumétrica devem influenciar especificação e detalhamento, reduzindo a chance de o pavimento ser tecnicamente correto no projeto e frágil na operação.

Execução, rastreabilidade e manutenção planejada

Segundo Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, execução decide o desempenho do primeiro ano, e o primeiro ano costuma definir a trajetória do ativo. Segregação, compactação insuficiente, juntas mal executadas e falta de limpeza entre camadas elevam risco de falhas localizadas. Assim, controle tecnológico, verificação de espessuras e registros de conformidade reduzem dispersão e melhoram previsibilidade.

Nota-se, então, que os corredores de alto tráfego precisam de manutenção planejada, com intervenções por gatilhos de desempenho, evitando esperar a via “colapsar” para agir. Selagem, microrevestimentos e correções pontuais, aplicados no tempo certo, preservam a estrutura e minimizam interdições. Por fim, essa lógica de ciclo de vida reduz custo total e sustenta segurança e conforto de forma contínua.

Autor: Thomas Hay

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