Uma nova rota turística pretende fortalecer o cicloturismo e ampliar a circulação de visitantes pela Serra Catarinense. Instituído pela Lei Estadual nº 20.024/2026, o Circuito Princesa da Serra reúne sete municípios em um percurso com início e término em Lages. A proposta inclui ainda Bocaina do Sul, Painel, Palmeira, Correia Pinto, Capão Alto e São José do Cerrito.
A criação oficial do circuito foi divulgada em 30 de julho de 2026, entre as novas leis estaduais relacionadas ao turismo, à cultura, ao meio ambiente e ao desenvolvimento regional. Segundo a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, a norma busca organizar uma rota voltada principalmente ao cicloturismo e integrar atrativos naturais, culturais e rurais da região.
Rota conecta sete municípios da Serra Catarinense
O desenho do Circuito Princesa da Serra coloca Lages como ponto de partida e chegada, conectando o município a localidades vizinhas da área serrana. A definição de um trajeto regional permite reunir diferentes paisagens e experiências em uma mesma proposta turística, em vez de concentrar a visitação em apenas um destino.
Além de Lages, fazem parte da rota Bocaina do Sul, Painel, Palmeira, Correia Pinto, Capão Alto e São José do Cerrito. A legislação estabelece a integração dos municípios, mas as informações divulgadas até agora não detalham a extensão total do percurso, o cronograma de implantação ou os pontos específicos de sinalização.
Esse aspecto será relevante para a utilização prática do circuito. Para o visitante, informações sobre caminhos, níveis de dificuldade, apoio, hospedagem e serviços são importantes para transformar a rota oficial em uma experiência acessível e planejada. A regulamentação, por si só, cria o reconhecimento institucional do percurso, enquanto a estruturação dependerá de ações posteriores dos órgãos públicos e do setor turístico.
Cicloturismo pode movimentar negócios locais
O turismo de bicicleta costuma envolver mais do que a atividade esportiva. Durante uma viagem, os visitantes podem utilizar serviços de hospedagem, alimentação, transporte, orientação e manutenção de equipamentos. Em municípios menores, essa circulação tem potencial para beneficiar empreendimentos familiares, propriedades rurais, restaurantes, pousadas e fornecedores ligados à atividade.
No caso do Circuito Princesa da Serra, a integração entre turismo rural, cultura e natureza amplia as possibilidades de permanência dos visitantes. A rota pode funcionar como uma conexão entre experiências diferentes, valorizando as características de cada município e distribuindo os fluxos turísticos por uma área maior da Serra Catarinense.
Esse possível impacto econômico ainda não representa um resultado já medido. A lei institui o circuito, mas as fontes consultadas não apresentam estimativas de visitantes, investimentos, empregos ou faturamento relacionados à iniciativa. Por isso, os efeitos sobre a economia regional devem ser tratados como perspectivas associadas à organização da rota, e não como resultados consolidados.
Valorização de paisagens e atividades da serra
A proposta também aproxima o turismo de elementos que fazem parte da identidade regional. Ao mencionar atrativos naturais, culturais e rurais, o circuito abre espaço para a valorização de paisagens serranas, manifestações culturais, produção local e modos de vida associados ao campo. A combinação desses componentes pode diversificar a oferta turística de Santa Catarina para além dos destinos tradicionalmente ligados ao litoral.
O cicloturismo ainda favorece uma relação mais gradual com o território. Em deslocamentos de bicicleta, o visitante percorre estradas e áreas rurais em ritmo diferente do turismo convencional, com maior possibilidade de conhecer comunidades, estabelecimentos locais e pontos de interesse ao longo do caminho. Essa característica reforça a importância de planejamento, segurança e conservação dos espaços utilizados.
De acordo com a página de notícias do InvestSC, canal institucional do Governo de Santa Catarina, o turismo integra a agenda de divulgação de iniciativas com potencial de desenvolvimento regional. No caso do novo circuito, a efetividade da proposta dependerá da articulação entre os municípios, o Estado e os empreendedores que poderão oferecer serviços aos visitantes.
Próximos passos dependem de estruturação
A oficialização do Circuito Princesa da Serra oferece uma referência comum para os sete municípios envolvidos. A partir dela, podem ser desenvolvidas ações de divulgação, sinalização e integração de roteiros, além de parcerias com empresas, associações e grupos ligados ao ciclismo. Também será necessário esclarecer como os diferentes atrativos serão conectados e quais trechos estarão preparados para receber os usuários.
Para quem pretende conhecer a Serra Catarinense de bicicleta, a nova rota representa uma iniciativa que ainda está em fase de organização. Antes de realizar o percurso, o visitante deverá buscar informações atualizadas sobre caminhos disponíveis, condições das estradas, serviços e orientações locais. A expectativa é que a estruturação avance de forma coordenada entre Lages, os demais municípios e os órgãos responsáveis pelo turismo estadual.
Com a criação do circuito, Santa Catarina passa a contar com uma política específica para reunir o cicloturismo e a valorização dos patrimônios natural, cultural e rural da Serra. O desafio agora é transformar o reconhecimento legal em uma rota sinalizada, divulgada e capaz de gerar benefícios distribuídos entre as comunidades participantes.