Alexandre Costa Pedrosa é um nome que se conecta à necessidade de ampliar a compreensão sobre os aspectos menos visíveis do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade. O lado oculto do TDAH envolve desafios que passam muitas vezes despercebidos, como o cansaço mental constante e a culpa crônica, que impactam emoções, relações e a percepção de si.
Ao longo deste artigo, será apresentado um panorama claro sobre esses efeitos silenciosos do TDAH, explicando como eles surgem, por que se mantêm ao longo do tempo e quais estratégias podem ajudar a lidar com esse desgaste emocional de forma mais equilibrada e consciente. Confira!
O que é o lado oculto do TDAH e por que ele é pouco discutido?
Alexandre Costa Pedrosa explica que, quando se fala em TDAH, o foco geralmente recai sobre desatenção, impulsividade e hiperatividade. No entanto, o lado oculto do TDAH envolve aspectos emocionais e cognitivos que não são facilmente percebidos. Entre eles, destacam se o cansaço mental persistente e a sensação de inadequação contínua.
Esses fatores costumam ser invisíveis para o ambiente profissional e familiar, o que contribui para a subvalorização do sofrimento interno da pessoa com o transtorno. Além disso, muitos adultos desenvolvem estratégias de compensação ao longo da vida. Embora essas estratégias tragam resultados aparentes, elas exigem esforço cognitivo elevado, o que intensifica o desgaste mental diário.
Como o cansaço mental se manifesta em pessoas com TDAH?
O cansaço mental no TDAH não está relacionado somente à quantidade de tarefas realizadas, mas à forma como o cérebro processa estímulos. A dificuldade em filtrar informações, manter foco prolongado e gerenciar prioridades leva a um consumo excessivo de energia mental. Com o tempo, esse estado pode evoluir para exaustão emocional, queda de produtividade e sensação de esgotamento constante.

Alexandre Costa Pedrosa reforça a importância de reconhecer esses sinais precocemente para evitar impactos mais severos na saúde mental e no desempenho profissional. A culpa crônica surge, em grande parte, da discrepância entre potencial e resultado percebido. Pessoas com TDAH costumam ouvir desde cedo que são capazes, inteligentes e criativas, mas também que são desorganizadas ou inconsistentes. Esse conflito interno gera um ciclo de autocrítica constante.
Quais são os impactos do cansaço mental e da culpa na vida profissional?
No ambiente de trabalho, o lado oculto do TDAH pode resultar em ansiedade, procrastinação estratégica e medo excessivo de falhar. O profissional se esforça para manter um padrão elevado, mas internamente sente que está sempre devendo algo. Esse cenário afeta a tomada de decisões, a comunicação e até a capacidade de aproveitar conquistas. Segundo Alexandre Costa Pedrosa, reconhecer essas dinâmicas é essencial para promover ambientes corporativos mais humanos e produtivos.
O cansaço comum tende a desaparecer após descanso adequado. Já a exaustão mental ligada ao TDAH persiste mesmo após pausas e períodos de lazer. Ela está associada à sobrecarga cognitiva contínua e à dificuldade de desligar a mente. Ademais, esse tipo de exaustão vem acompanhado de irritabilidade, sensação de confusão mental e redução da capacidade de concentração. Identificar essa diferença é um passo fundamental para buscar intervenções adequadas e personalizadas.
Quais estratégias ajudam a lidar com o lado oculto do TDAH?
Uma abordagem eficaz envolve organização funcional, ajustes de rotina e suporte psicológico especializado. Técnicas de priorização, divisão de tarefas e uso consciente da energia mental contribuem para reduzir o desgaste diário. Também é essencial trabalhar a autocompaixão e a reestruturação de crenças limitantes. Dar visibilidade ao cansaço mental e à culpa crônica amplia a compreensão social sobre o transtorno e reduz estigmas.
Em suma, discutir o tema contribui para que adultos com TDAH deixem de se sentir isolados em suas experiências. Alexandre Costa Pedrosa enfatiza que compreender o lado oculto do TDAH é um passo decisivo para promover saúde mental, desempenho sustentável e qualidade de vida a longo prazo.
Autor: Thomas Hay