Camada de assentamento do intertravado: Granulometria e riscos de deformação

Thomas Hay
Entenda a importância da camada de assentamento do intertravado, sua granulometria correta e os principais riscos de deformação na obra com orientações de Valderci Malagosini Machado.

Como aponta o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, a camada de assentamento do intertravado é um componente discreto, porém decisivo para o desempenho do piso ao longo do tempo. Quando surgem ondulações, afundamentos e poças, a causa costuma estar menos na peça e mais na forma como o sistema foi “construído” abaixo dela. Se o seu objetivo é ter um pavimento estável, com aparência uniforme e baixa necessidade de correção futura, siga a leitura e entenda por que a granulometria define o que o piso vai entregar.

A camada que parece simples, mas define o conjunto

O intertravado funciona como um sistema: peça, juntas, confinamento lateral, base e sub-base atuam de forma combinada. Dentro dessa lógica, a camada de assentamento tem um papel específico: acomodar pequenas irregularidades, distribuir tensões iniciais e permitir que as peças “assentem” de forma uniforme antes da compactação final do conjunto. O piso depende dessa camada para manter a planaridade e para evitar que cargas se concentrem em poucos pontos.

Como pontua o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, o erro mais comum é tratar a camada de assentamento como detalhe operacional. Sua composição e estabilidade precisam ser pensadas como parte do desempenho estrutural do pavimento, não como uma etapa indiferente.

O risco invisível: Deformações por recalque e barrigas no pavimento

Deformação em intertravado nasce raramente de uma falha súbita; ela costuma ser progressiva e ligada à forma como o conjunto absorve carregamentos repetidos. Se a camada de assentamento permite movimentação excessiva, o pavimento passa a sofrer recalques localizados: pequenas “barrigas” que crescem com o tráfego e com ciclos de umedecimento e secagem. O piso começa a perder alinhamento, as juntas variam de largura e as peças podem migrar de posição. 

A deformação mais cara é a que aparece tarde. Portanto: o pavimento pode parecer bom na entrega, mas revelar instabilidade ao longo do uso, quando o conjunto já foi exposto a cargas e água, e a correção passa a ser mais sensível em custo e impacto no ambiente.

Guia prático sobre camada de assentamento do intertravado, destacando granulometria ideal e prevenção de deformações, com apoio técnico de Valderci Malagosini Machado.
Guia prático sobre camada de assentamento do intertravado, destacando granulometria ideal e prevenção de deformações, com apoio técnico de Valderci Malagosini Machado.

Água, finos e instabilidade: Quando a camada muda de comportamento com o tempo

A presença de água altera o atrito interno do material e pode mobilizar finos, criando “bombeamento” de partículas em regiões solicitadas. O pavimento se torna vulnerável em áreas sujeitas a enxurradas, lavagens e variação de umidade do solo. Ondulações e pontos baixos aparecem mesmo sem tráfego pesado, simplesmente porque o conjunto perdeu estabilidade volumétrica.

Como evidência o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, água não é um fator periférico em pavimentos. Compreender como granulometria reage à umidade é parte do controle de durabilidade, já que a instabilidade tende a se manifestar primeiro na geometria e depois no conforto de uso.

Desempenho percebido: Quando o acabamento denuncia o que está abaixo?

O piso intertravado é um sistema onde a superfície é o “termômetro” do que acontece nas camadas inferiores. Se a camada de assentamento não mantém comportamento uniforme, a superfície denuncia: aparecimento de poças, variações visuais de alinhamento e sensação de irregularidade ao caminhar ou trafegar. O  custo indireto aparece em manutenção, correções e impactos na experiência do usuário, especialmente em áreas comuns e acessos de veículos.

Como menciona o Diretor Técnico Valderci Malagosini Machado, desempenho é a soma do que não dá trabalho depois. A camada de assentamento, quando definida com critério e coerência de sistema, reduz o risco de deformação e protege a entrega contra correções recorrentes.

Granulometria é o que separa um piso estável de um piso que cedeu

Por fim, a camada de assentamento do intertravado depende diretamente da granulometria para manter estabilidade, distribuir tensões e evitar deformações progressivas. Como sustenta o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, o pavimento só é previsível quando cada camada cumpre seu papel, sem excesso de deformação e sem instabilidade frente à água. Quando a granulometria é tratada com critério, o intertravado preserva planaridade, reduz poças e mantém o travamento real que define durabilidade.

Autor: Thomas Hay

Share This Article
Nenhum comentário