A Itália está entre os destinos mais visitados do mundo, e um viajante do mundo mas principalmente do Japão e da Itália, Alberto Toshio Murakami, observa que esse sucesso trouxe também um grande desafio: o overtourism, ou excesso de turistas em determinadas cidades e períodos do ano. Para preservar o patrimônio histórico, a qualidade de vida dos moradores e a própria experiência dos visitantes, muitas cidades italianas vêm adotando novas regras e estratégias de controle do fluxo turístico.
Se você planeja visitar a Itália, entender essas mudanças ajuda a viajar melhor e com mais consciência.
O que é overtourism e por que ele preocupa?
Overtourism é o termo usado para descrever situações em que o número de visitantes ultrapassa a capacidade de uma cidade ou atração de absorver esse fluxo sem prejuízos ambientais, sociais e culturais. Em locais históricos, isso pode significar desgaste de monumentos, superlotação de ruas e aumento do custo de vida para os moradores.

Na Itália, cidades como Veneza, Florença e Roma enfrentam esse problema há anos, especialmente durante a alta temporada. O impacto não se limita aos pontos turísticos, mas afeta também transporte público, coleta de resíduos e serviços urbanos.
Conforme apresenta Alberto Toshio Murakami, esse cenário exige soluções que conciliam o turismo, que é essencial para a economia local, com a preservação da identidade das cidades.
Medidas adotadas por cidades italianas
Uma das estratégias mais conhecidas é a implementação de taxas de acesso ou contribuição turística, como ocorre em Veneza, onde visitantes em determinados dias precisam pagar para entrar na cidade. O objetivo não é apenas arrecadar recursos, mas também desestimular visitas em períodos de pico.
Outras cidades investem em controle de grupos, limitação de acesso a áreas sensíveis e fiscalização mais rigorosa de hospedagens irregulares. Em alguns casos, há restrições para grandes excursões em centros históricos, buscando reduzir a concentração de pessoas em horários específicos.
Essas medidas fazem parte de um esforço maior de gestão urbana, que envolve planejamento, infraestrutura e educação do turista.
Impactos para o visitante e para a população local
Do ponto de vista do turista, as novas regras podem significar filas maiores, necessidade de reservas antecipadas e custos adicionais. No entanto, também podem resultar em uma experiência mais organizada, com menos superlotação e mais conforto durante as visitas.
Para os moradores, o controle do turismo ajuda a reduzir problemas como barulho excessivo, descaracterização de bairros e pressão sobre serviços públicos. Isso contribui para manter as cidades habitáveis, evitando que centros históricos se transformem apenas em cenários para visitantes.
Segundo o viajante do mundo, Alberto Toshio Murakami, quando o turismo é bem gerido, todos ganham: o visitante tem uma experiência melhor e a cidade preserva seu equilíbrio social e cultural.
Como o turista pode contribuir para um turismo mais sustentável
Além de seguir as regras locais, o próprio comportamento do visitante pode fazer grande diferença. Optar por viajar fora da alta temporada, explorar bairros menos conhecidos e permanecer mais tempo em uma única região ajuda a distribuir melhor o impacto econômico do turismo.
Outra atitude importante é respeitar normas de convivência, como descarte correto de lixo, silêncio em áreas residenciais e preservação de monumentos. Pequenas atitudes individuais, quando somadas, têm impacto significativo no conjunto. Alberto Toshio Murakami destaca que o turista informado passa a ser parte da solução, e não apenas um agente de pressão sobre as cidades.
Alternativas fora do circuito tradicional
Uma tendência crescente é o interesse por destinos menos explorados, como vilarejos, regiões vinícolas e áreas rurais, que oferecem experiências culturais autênticas sem a superlotação dos grandes centros, informa o viajante do mundo, Alberto Toshio Murakami.
A Itália possui uma enorme diversidade regional, com cidades médias e pequenas que preservam tradições, gastronomia local e paisagens históricas. Esses locais, além de menos movimentados, costumam oferecer custos mais acessíveis e maior interação com a população local. Explorar esses destinos contribui para descentralizar o turismo e fortalecer economias regionais, alinhando a experiência do viajante com práticas mais sustentáveis.
Planejamento é essencial para evitar frustrações
Diante das mudanças em curso, planejar a viagem com antecedência se tornou ainda mais importante. Verificar se as atrações exigem reserva prévia, entender as regras locais e escolher bem as datas ajuda a evitar surpresas desagradáveis.
Também é recomendável acompanhar informações oficiais das cidades e dos pontos turísticos, já que as medidas podem variar ao longo do ano e em função do volume de visitantes. Um bom planejamento transforma possíveis obstáculos em parte de uma viagem mais consciente e organizada, permitindo que o turista aproveite melhor cada momento.
O overtourism é um desafio real para a Itália, mas também tem impulsionado novas formas de gestão e de comportamento turístico. Com regras mais claras e maior consciência por parte dos visitantes, é possível equilibrar preservação e atividade econômica. Tal como considera Alberto Toshio Murakami, viajar de forma responsável é uma maneira de garantir que esses destinos históricos continuem encantando futuras gerações.
Autor: Thomas Hay