Cerâmica Carmelo Fior adquiriu unidade industrial da Dexco por R$ 170 milhões e planeja iniciar produção de porcelanatos no Sul de Santa Catarina após conclusão das condições da operação, incluindo aprovação do Cade.
A indústria cerâmica do Sul de Santa Catarina se prepara para receber uma nova operação de grande porte. A Cerâmica Carmelo Fior planeja colocar em funcionamento uma unidade industrial em Urussanga, utilizando a estrutura adquirida da Dexco. A fábrica terá capacidade inicial de aproximadamente 700 mil metros quadrados de revestimentos cerâmicos por mês, volume equivalente a 8,4 milhões de metros quadrados por ano. A operação ainda depende do cumprimento das condições necessárias para conclusão da transação, incluindo aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). (4oito)
A nova fábrica será denominada Carmelo Fior Porcelanato e integra os planos da companhia para ampliar sua presença em Santa Catarina. A empresa já opera no estado por meio da Pisoforte, localizada em Criciúma, e considera Urussanga estratégica por estar inserida em uma das regiões brasileiras tradicionalmente ligadas à produção de revestimentos cerâmicos. (4oito)
Negócio envolvendo a fábrica chegou a R$ 170 milhões
A entrada da Carmelo Fior em Urussanga ocorre após um negócio de R$ 170 milhões com a Dexco. A transação envolve o terreno e parte dos equipamentos existentes na planta industrial. A venda foi anunciada oficialmente no início de agosto e faz parte da estratégia da Dexco de concentrar sua produção de revestimentos nas unidades de Criciúma, em Santa Catarina, e Botucatu, em São Paulo. (4oito)
De acordo com o comunicado da Dexco, o recebimento dos recursos está previsto para 2026. A companhia informou ainda que a alienação não deverá produzir impacto relevante em seus resultados e que seus efeitos serão classificados como não recorrentes. Para a Carmelo Fior, por outro lado, a aquisição oferece uma estrutura industrial já instalada dentro de um dos principais polos cerâmicos do país. (Mercado e Consumo)
Fábrica terá capacidade de 700 mil m² por mês
A dimensão da nova operação chama atenção. A previsão inicial é produzir 700 mil metros quadrados mensalmente, chegando a 8,4 milhões de metros quadrados caso esse ritmo seja mantido durante um ano inteiro. O volume ampliará a capacidade produtiva da Carmelo Fior e reforçará sua presença no mercado catarinense de revestimentos. (4oito)
A companhia já possui uma estrutura industrial relevante no país. Fundada em 1941, a Carmelo Fior conta com cinco unidades produtivas nos principais polos cerâmicos brasileiros, capacidade superior a 10 milhões de metros quadrados mensais e mais de 1,5 mil colaboradores. A empresa também informa possuir mais de 9 mil clientes ativos e exportar produtos para mais de 60 países. (4oito)
Aprovação do Cade ainda é necessária
Apesar dos planos para colocar a fábrica em funcionamento, a operação ainda não está definitivamente concluída. A transação está sujeita ao cumprimento de condições precedentes, entre elas a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica. O órgão é responsável por analisar determinadas operações empresariais e seus possíveis efeitos sobre a concorrência. (4oito)
A Carmelo Fior informou que pretende iniciar as atividades assim que as etapas necessárias forem cumpridas. A expectativa demonstrada pela companhia é positiva, especialmente porque a estrutura adquirida está situada em uma região que já dispõe de tradição industrial, fornecedores, conhecimento técnico e mão de obra ligada ao setor cerâmico. (4oito)
Urussanga é considerada estratégica para expansão
A localização aparece como um dos principais fatores do investimento. Urussanga está inserida no polo cerâmico do Sul catarinense, região onde o setor possui presença histórica e mantém uma cadeia produtiva envolvendo fabricantes, fornecedores, transportadores, prestadores de serviços e profissionais especializados.
Segundo o diretor-geral Eduardo Roncoroni Fior, a aquisição integra um planejamento de longo prazo para fortalecer a presença da empresa em Santa Catarina. A companhia afirma enxergar Urussanga como localização estratégica justamente por sua tradição na atividade cerâmica e pelas condições oferecidas pela região para expansão industrial. (4oito)
Município espera geração de empregos e renda
Para Urussanga, a retomada da atividade industrial na estrutura é relevante principalmente pelo potencial de geração de empregos e movimentação da economia. A administração municipal considera que a chegada da Carmelo Fior pode criar novas oportunidades profissionais e contribuir para aumentar a circulação de renda na cidade. (4oito)
A expectativa ganha peso porque a antiga operação da Dexco havia sido encerrada em maio. O fechamento resultou no desligamento de mais de 150 trabalhadores, enquanto outra parcela da equipe foi transferida para Criciúma. Na ocasião, a Dexco justificou a decisão como parte de uma estratégia para concentrar a produção e aumentar a eficiência operacional de suas fábricas. (4oito)
Reativação pode fortalecer cadeia produtiva regional
Além dos empregos diretamente associados à fábrica, uma operação dessa dimensão pode movimentar diferentes atividades econômicas ligadas à indústria. Transporte, manutenção industrial, fornecedores de matérias-primas, serviços especializados e empresas de logística fazem parte de uma cadeia que tradicionalmente acompanha a produção de revestimentos cerâmicos.
Por isso, a possível retomada da unidade representa mais do que a substituição de uma companhia por outra dentro da mesma estrutura. A Carmelo Fior pretende utilizar a aquisição para ampliar sua produção e presença no mercado catarinense, criando a possibilidade de um novo ciclo industrial para o ativo que anteriormente pertencia à Dexco. (4oito)
Sul catarinense mantém força na indústria cerâmica
O negócio também chama atenção para a importância econômica da indústria cerâmica no Sul de Santa Catarina. Quando a Dexco anunciou o encerramento da unidade de Urussanga, representantes do setor avaliaram que aquela decisão estava ligada à estratégia particular da companhia e não significava uma crise generalizada das fabricantes instaladas na região. (4oito)
A chegada de uma nova empresa à mesma estrutura reforça essa avaliação. Em vez de permanecer definitivamente desativada, a planta poderá voltar à produção sob outra companhia, agora integrada ao plano de crescimento da Carmelo Fior.
Nova operação aguarda etapa decisiva
O próximo passo será a conclusão das condições regulatórias e contratuais da aquisição. Até que isso ocorra, o início efetivo das atividades permanece condicionado ao processo envolvendo o Cade. Portanto, embora a capacidade produtiva e os planos industriais já tenham sido anunciados, ainda não é correto tratar a fábrica como estando em produção. (4oito)
Caso a operação seja concluída conforme planejado, a Carmelo Fior passará a contar com mais uma fábrica em Santa Catarina e Urussanga recuperará atividade produtiva em uma estrutura industrial que havia sido fechada poucos meses antes. Com capacidade inicial projetada em 8,4 milhões de metros quadrados de revestimentos por ano, a nova Carmelo Fior Porcelanato poderá se tornar um investimento relevante para a indústria e para a economia do Sul catarinense. (4oito)
Fontes verificadas: 4oito — reportagem de 27/08/2026 sobre a nova fábrica · TN Sul — planos da Carmelo Fior para Urussanga · 4oito — venda da fábrica por R$ 170 milhões · CVM — comunicado da Dexco sobre a transação.